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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Papagaios bêbados....qual a razão??


Um estranho acontecimento, pela dimensão e pelo número de aves atingidas, está a alarmar as equipas de cientistas e veterinários australianos que se encontram no terreno para tentar perceber o que se passa. O fenómeno não é novo, mas nunca antes tinha atingido tantas aves.

Nesta altura do ano é frequente, na região de Palmerton, perto de Darwin, no Norte da Austrália, aparecerem algumas aves com sintomas de estarem ébrias, e esse fenómeno é do conhecimento dos veterinários locais que todos os anos recebem algumas aves que acabam por precisar de ajuda. Este estado de «embriaguês» é, ao que se pensa, provocado pela semente de uma árvore que nesta altura do ano atinge altos níveis de toxicidade e, quando ingerida pelas aves, acaba por provocar este estranho comportamento.

No ano passado, o caso ganhou novas dimensões quando, por todo o lado, começaram a «chover» telefonemas de habitantes e agricultores locais que tinham em seu poder aves que necessitavam de ajuda veterinária, para além de muitas outras que as próprias equipas de investigação e veterinários foram recolhendo nas florestas. A espécie mais ameaçada parece ser o lóris-arco-íris, já que têm sido muitos os exemplares encontrados com esta sintomática.

Os papagaios apresentam grande dificuldade em voar e, quando em cima das árvores, não conseguem mudar de ramo, acabando em muitos casos por cair para o chão como se estivessem adormecidas. Mesmo no chão, todo o seu comportamento é desarticulado, e tentam por todos os meios esconder-se da luz, enfiando-se em buracos, o que ainda dificulta mais o trabalho das equipas no terreno.

Estas aves vão sendo recolhidas e levadas para o Hospital Veterinário de Palmerton, onde lhes é fornecida alguma comida especialmente preparada para si e, na maioria dos casos, acabam por recuperar e voltar a ser libertados sem grandes problemas. Só que este ano o caso tem sido mais grave e algumas das dezenas de aves que vão chegando a vários locais de recolha acabam por passar algum tempo na unidade de cuidados intensivos do hospital, para conseguirem voltar a normalizar os movimentos, e necessitam de mais algum tempo até voltarem a poder ser libertados.

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